#ToyotaTrump???

Saí do ar para terminar meu livro. Faltava pouco e queria me dedicar 100% ao projeto. Agora ele está pronto, e se tudo der certo, ele será publicado no primeiro semestre de 2020!   

Neste intervalo, é claro, o mundo não parou e algumas semanas atrás tivemos mais um exemplo em que a tomada de posição de uma empresa abalou a sua reputação. 

Desta vez foi a Toyota, que decidiu se aliar ao Presidente Trump. Não foi só ela; outras nove empresas, entre elas a GM, Kia, Hyundai, Fiat Chrysler e Nissan, seguiram o mesmo caminho. Só que o mundo online não perdoou a Toyota. Dêem uma olhada no Twitter usando o #BoycottToyota ou #ToyotaTrump. Várias pessoas se mostraram decepcionadas com a empresa, pois ela sempre cultivou a imagem de uma empresa preocupada com o meio ambiente. O Prius, por exemplo, foi um dos primeiros carros híbridos, lançado nos EUA na virada do século. 

No entanto, ao apoiar a ação legal do governo Trump contra o direito do estado da Califórnia de manter seus próprios padrões de economia de combustível — mais rígidos que o padrão nacional sendo proposto pelo governo Trump — a Toyota abriu espaço para críticas. E não deu outra, o cidadão stakeholder e formadores de opinião entraram na conversa. Entre eles, Robert Reich, ex ministro do trabalho no governo Obama e professor na Universidade de Berkeley, com 740 mil seguidores no Twitter. 

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https://twitter.com/RBReich/status/1189394342156177408 

Por um lado, a posição das empresas por uma legislação nacional faz sentido. Imagina ter que se adaptar a um sem número de exigências a nível estadual, de estado a estado. O detalhe, no entanto, é que a regulamentação nacional sendo proposta pelo governo Trump estabelece uma milhagem por galão de gasolina inferior aquela proposta pela Califórnia: 37 mpg entre 2021 e 2026 contra aproximadamente 50 mpg em 2026. 

Com os efeitos do aquecimento global cada vez mais visíveis é arriscado optar por padrões menos ambiciosos. Mais ainda se a empresa se diz preocupada com o meio ambiente. Não é a toa que o consumidor da Toyota se sentiu traído. Além do mais, não dá para desconsiderar o ângulo político da questão. Entrar nesta briga apoiando Trump e indo contra a Califórnia, um dos estados mais liberais do país, tem suas consequências, principalmente entre o público com maior poder aquisitivo e disposto a pagar mais por um carro que seja ecológico, como o Prius (https://www.jdpower.com/cars/ex). 

As empresas devem ter feito uma avaliação de risco/benefício. Ford, VW, BMW e Honda apostaram no meio ambiente e entraram num acordo com a Califórnia. As outras, ao apoiarem a ação do governo federal, foram banidas de imediato das vendas ao governo da Califórnia, a quinta maior economia do mundo. O final desta história, só o tempo e o consumidor dirá. 

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I went offline to finish my book. I was almost done and wanted to dedicate myself 100% to the project. Now it’s ready, and if all goes well, it will be published in the first half of 2020!

In the meantime, the world did not stop, and a few weeks ago we had one more example in which a company’s stance shook its reputation.

This time it was Toyota, which decided to ally itself with President Trump. It wasn’t just Toyota; nine other companies, including GM, Kia, Hyundai, Fiat Chrysler and Nissan, followed suit. However, the online world did not forgive Toyota. Check out Twitter using #BoycottToyota or #ToyotaTrump. Several people were disappointed with the company, as it has always cultivated the image of a company that is concerned about the environment. The Prius, for example, was one of the first hybrid cars, launched in the US at the turn of the century.

However, by backing the Trump administration’s legal action against California’s right to set its own fuel economy standards – stricter than the national standard being proposed by the Trump administration – Toyota has set itself up for criticism. Citizen stakeholders and opinion makers joined the conversation. Among them, Robert Reich, former minister of labor in the Obama administration and professor at Berkeley University, with 740,000 followers on Twitter.

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On one hand, national legislation makes sense. Imagine having to adapt to any number of state-level, state-to-state requirements. The problem, however, is that national regulation being proposed by the Trump administration sets a lower mileage per gallon of gasoline standard than the one proposed by California: 37 mpg between 2021 and 2026 against approximately 50 mpg in 2026.

With the effects of global warming increasingly visible, it is risky to opt for less ambitious standards. Even more so if the company says it is concerned about the environment. No wonder Toyota’s consumer felt betrayed. Moreover, one cannot disregard the political angle of the issue. Getting into this fight by backing Trump and going against California, one of the most liberal states in the country, has its consequences, especially among the public with the highest purchasing power and willing to pay more for an environmentally friendly car, such as the Prius. (www.jdpower.com/cars/ex).

Companies must have made a risk / benefit assessment. Ford, VW, BMW and Honda bet on the environment and entered into an agreement with California. The others, which supported the federal government’s legal suit, were immediately banned from sales to the government of California, the world’s fifth largest economy. The end of this story, only time and the consumer will tell.

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